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A INTERVENÇÃO DISCURSO
A OBRA DE ARTE EMPREGADA COMO DISCURSO DE RESSIGNIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS E DO MEIO URBANO. A INTERVENÇÃO URBANA COMO A PROPOSTA DE UM DISCURSO DE QUESTIONAMENTOS E RESISTÊNCIAS, NÃO SOMENTE DE ARTISTAS, MAS TAMBÉM DA POPULAÇÃO E DE SEU MEIO.
POR CLÉBSON OSCAR

A intervenção artística, enquanto arte contextual, instaura uma efemeridade na qual a singularidade das relações redefine o “lugar cidade” pelo contato entre as pessoas e pelos desdobramentos surgido a partir das obras interventivas. Tentarei a partir disso articular aqui a relação artista – obra – espaço – público.
A partir dos anos 1970, iniciou-se uma diluição do caráter expositivo e convencional da obra de arte como o objeto (quadro, pintura, escultura, espetáculo, etc.) a ser contemplado em distanciamento e a partir de um dispositivo (galeria, museu, teatro, etc.). A produção da obra de arte sai então de um ideal de arte institucional e passa para o concreto da ordem da cidade a partir da atuação de artistas em outros espaços e dispositivos. Para muitas/os artistas não mais interessa pensar obras para a galeria ou museu, e muito menos a sua comercialização, importa-se cada vez mais que a obra esteja mais próxima do público, estando atrelada a um contexto mais de galeria-cidade.
Assim, numa fuga da institucionalização e numa construção por novas formas de se produzir e se expor, surgem formas e formatos distintos, dispositivos, sentidos e apontamentos diversos que são meios se produzir tais atos interventivos: pixo, lambe, grafite, performance, objeto, instalação, ação pontual, arte sonora, escultura, dentro tantos outros. É possível apontar três contextos diferentes acerca de artistas e a intervenção urbana: aqueles que saem da galeria para a rua; aqueles que já surgem da rua e permanecem nela; e aqueles que nascem da rua e vão para a galeria.






